Alunos que começaram a cursar o ensino supletivo à distância depois de setembro de 2001 terão que passar por um exame da Secretaria Estadual da Educação (Seed) para poder receber o certificado de conclusão. A intenção é coibir a venda de certificados e a ação de instituições onde os alunos comparecem só uma vez à sala de aula, fazem uma simples prova e recebem o diploma.
A norma foi baixada na semana passada pelo conselho Estadual de Educação. Essa situação já ocorreu em 2001 em São Paulo e a mesma medida foi adotada para combatê-la. Mas para valer no Paraná a Seed ainda precisa regulamentar a norma. De acordo com o presidente do Conselho, Teófilo Bacha Filho, existem hoje no Paraná nove instituições que oferecem esse tipo de serviço. Muitas estão atuando de forma irregular. Ele aponta que nas investigações descobriu-se que empresas de São Paulo, impedidas de continuar com a mesma prática, vieram para cá e abriram firma com outro nome.
Teófilo fala que as primeiras denúncias surgiram em maio deste ano. Nesse período o conselho nomeou uma comissão para investigação. Como foram achados vários indícios solicitaram a Seed que fizesse uma sindicância nas unidades. Duas delas estão em processo e agora estão apresentando suas defesas.
Algumas escolas chegavam a trazer alunos de São Paulo, Mato Grosso, Rio e Minas e no outro dia eles voltavam para casa já formados. Cada estudante chega a pagar entre R$ 600,00 e R$ 1.000,00. Para os alunos isso traz problemas na hora de um vestibular ou concurso para um emprego. “Eles estão enganando os alunos”, afirma Teófilo.


