No Dia Internacional do Meio Ambiente,
muito lixo foi retirado do Viaduto.

Aproximadamente 1,5 tonelada de lixo foi retirada ontem debaixo do Viaduto dos Padres, no quilômetro 42 da BR-277, entre Curitiba e Paranaguá. A ação, de responsabilidade da concessionária Ecovia, marcou o Dia Internacional do Meio Ambiente. Mensalmente, a empresa recolhe 25 toneladas de lixo ao longo de toda rodovia.

Garrafas plásticas (Pet), latas de alumínio e papelão foram os principais tipos de lixo encontrados durante a limpeza. Uma curiosidade foi a grande quantidade de despachos de umbanda e candomblé feitos no local. Cerca de quinhentas bonecas usadas nesses despachos foram encontradas. A retirada dos dejetos jogados pelos motoristas foi feita por quatro montanhistas, liderados por Ronaldo Franzen Júnior, o Nativo. Eles passaram oito horas recolhendo detritos depositados na grota do viaduto, construído há 35 anos e com profundidade estimada entre sessenta e setenta metros. A iniciativa engloba a limpeza de outros dois viadutos localizados ao longo da rodovia, o Caruru e o Morro Alto. Mas devido à quantidade de lixo, Nativo estima que para limpar toda a área do Viaduto dos Padres será necessário cerca de dez dias, que ainda serão programados pela concessionária. Num levantamento prévio, ele estima também quatro dias para retirada dos dejetos do Viaduto do Caruru. “O mais importante é que o usuário se conscientize da importância de preservar o meio ambiente. Estamos dando o nosso exemplo”, declarou Nativo. Foi necessário até um guincho para fazer a retirada das carcaças de veículos. Um saco de lixo pendurado em uma árvore retratava a imprudência dos usuários. Em meia hora de trabalho os montanhistas tiraram quinhentos litros de lixo.

Enquanto os montanhistas estavam pendurados por uma corda numa altura de trinta metros, uma equipe de sete pessoas da Air Less faziam a retirada do lixo nas margens do Rio dos Padres. Como o local é um dos pontos preferidos por pessoas que costumam fazer despachos (macumbas) foram encontrados garrafas, velas e pratos. De acordo com a Ecovia, são recolhidos por mês, ao longo dos 136 quilômetros da BR-277 e nas rodovias que dão acesso ao litoral, cerca de 25 toneladas de lixo, o equivalente a 760 sacos de cem litros. A rodovia tem um movimento média de 12 mil veículos/dia, mas nos feriados prolongados e durante a temporada este número chega a triplicar.

Durante uma vistoria das estruturas do viaduto, realizada no ano passado com a colaboração dos montanhistas é que foi constatada a quantidade de lixo existente no local. Os montanhistas utilizaram técnicas verticais, com uso de cordas, cintos, capacetes e demais equipamentos de escalada. O material recolhido será encaminhado para os lixões e, dentro do possível, será reciclado.

Como parte do projeto ambiental da concessionária, funcionários estavam, nos postos de pedágio, distribuindo materiais educativos sobre meio ambiente. “A intenção é preservar o meio ambiente e para isso estaremos conscientizando funcionários e usuários”, disse a gerente de comunicação da concessionária, Maria Luíza Caldas. (Colaborou Lawrence Manoel)

 

 

Montanhistas colaboram

Durante uma vistoria das estruturas do viaduto, realizada no ano passado com a colaboração dos montanhistas, é que foi constatada a quantidade de lixo existente no local. Os montanhistas utilizaram técnicas verticais, com uso de cordas, cintos, capacetes e demais equipamentos de escalada. O material recolhido será encaminhado para os lixões e, dentro do possível, será reciclado.

Como parte do projeto ambiental da concessionária, funcionários estavam, nos postos de pedágio, distribuindo material de educação ambiental. “A intenção é preservar o ambiente e para isso estaremos conscientizando funcionários e usuários”, disse a gerente de comunicação da concessionária, Maria Luíza Caldas.

A BR-277 atravessa o maior e um dos últimos remanescentes da Mata Atlântica. Segundo levantamentos de entidades governamentais, restam apenas 9,5% da cobertura original dessa vegetação, dividida entre a Serra do Mar e o extremo Oeste do Estado. Contando outros trechos remanescentes do país, só resiste apenas 8,81% da mata original. Dos animais brasileiros ameaçados de extinção, 85% têm origem na Mata Atlântica. (JM)

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