Aficionado por trens reúne história ferroviária do Estado

Em breve, quem quiser saber mais sobre a história da malha ferroviária do Paraná terá à disposição uma obra literária, composta de cinco volumes, falando sobre os primórdios das ferrovias no Estado até a atualidade.

Bisneto de maquinista, neto de um funcionário de ferrovias e filho de um pai que sempre esteve dentro de estações ferroviárias, o autor dos livros, o gestor de obras Ismael Gryzinski, é um apaixonado pelo assunto. “Praticamente posso dizer que me interesso por ferrovias desde que nasci”, conta.

Há cerca de cinco anos, ele resolveu reunir todo seu conhecimento e materiais sobre o assunto para compor a obra. “É um resgate da história da malha ferroviária do Paraná. Além de assuntos técnicos e fatos históricos, o livro vai trazer depoimentos e curiosidades de pessoas, como engenheiros aposentados, que trabalharam nas ferrovias do Paraná”, explica. “Esta é uma forma de manter viva as recordações destas pessoas e evitar que parte da história se perca.”

O livro começa com a inauguração da primeira estrada de ferro, em 1885, que liga Curitiba a Paranaguá. Fala da tração a vapor e a diesel, dos serviços de transporte de passageiros e cargas, da inauguração de estações, entre outros assuntos. Chegando à atualidade, Ismael aborda o fato de algumas pessoas desejarem a remoção dos trilhos que passam por dentro da cidade de Curitiba. “Muitas das pessoas que moram perto dos trilhos reclamam do barulho feito pelos trens e dizem que eles atrapalham o tráfego de veículos e pessoas”, cita. “Não concordo com isso e acho que estas pessoas são as mesmas que reclamam do alto fluxo de caminhões nas estradas. Acho que elas ainda não têm uma visão ampla do assunto.” Segundo especialistas em transporte, a falta de ferrovias no País é o principal motivo do excesso de caminhões nas rodovias.

Segundo Ismael, a obra vai ser de grande utilidade a pesquisadores, historiadores e estudantes. “Existe muito material sobre o assunto, mas não de forma organizada, o que dificulta o trabalho dos pesquisadores”, afirma. O livro ainda não tem data prevista de lançamento. No momento, o autor procura uma editora interessada em publicá-lo.

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