A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) participa da Feira Internacional da Mandioca (Fiman) em Paranavaí, de 25 a 27 de abril, com foco no combate à vassoura-de-bruxa da mandioca. Esta doença, causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, deforma os ramos da planta, enfraquecendo-a e podendo causar sua morte.
Identificada pela primeira vez no Amapá em agosto de 2024, a vassoura-de-bruxa representa uma ameaça significativa para a produção de mandioca, com potenciais impactos econômicos, sociais e ambientais. O fungo se espalha rapidamente, afetando diretamente a produção da raiz e provocando brotações anormais.
Durante a feira, a Adapar realiza visitas a áreas de produção na região para monitorar pragas e participa de um seminário sobre manejo integrado de pragas e medidas de vigilância. Marcílio Martins Araújo, chefe da divisão de Sanidade de Cultivos Agrícolas e Florestais da Adapar, destaca a importância do sistema de defesa sanitária vegetal do Paraná para manter altos padrões de produtividade e saúde nas lavouras.
A mandiocultura é uma atividade relevante para a economia agrícola nacional. Em 2024, foram produzidas mais de 19 milhões de toneladas da raiz no Brasil, com um Valor Bruto da Produção (VBP) superior a R$ 18 bilhões. O Paraná é o segundo maior produtor do país, com um VBP de mais de R$ 2,4 bilhões, representando 1,3% da economia agrícola do estado.
A Fiman 2025 reúne mais de 60 expositores nacionais e internacionais, oferecendo uma programação diversificada que inclui visitas técnicas, palestras e oportunidades de negócios. O evento conta com a presença de comitivas de 25 estados brasileiros e representantes de países como Angola, China, Estados Unidos, Gana, Guiné e Reino Unido.
