O serviço de transbordo do ácido sulfúrico que vazou do caminhão que tombou anteontem, no quilômetro 43 da Rodovia Régis Bittencourt (trecho Curitiba?São Paulo da BR-116), a cerca de um km da Represa do Capivari, já foi encerrado. Em nenhum momento, durante os trabalhos, a rodovia precisou ser fechada.

O veículo Mercedes Benz placa ACI-3062, pertencente à transportadora curitibana Maitá Ltda., do ex-jogador de futebol Alceu Menta (mais conhecido como Caxias), vinha de São Paulo e tinha como destino final Joinville.

Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) acreditam que, dos 26 mil litros de ácido carregados pelo caminhão, pelo menos mil litros tenham vazado. O produto, considerado bastante tóxico, pertencia à empresa catarinense Buschle & Lepper.

Segundo o coordenador de Recursos Ambientais do IAP, José Luiz Bolicenha, graças ao trabalho dos agentes do IAP, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, que realizaram barreiras de terra nas proximidades do vazamento, o ácido não chegou a atingir nenhum córrego. Por conseqüência, a Represa do Capivari também não foi contaminada.

“Nos próximos dias, o IAP deve estar fazendo análises no local:, conta Bolicenha. “Vamos coletar um pouco da terra atingida e verificar se ainda existem resíduos do ácido sulfúrico. A Maitá ficará responsável pela recuperação dos locais danificados.” A transportadora também deve ser multada pelo acidente, mas o valor ainda não foi determinado.

O ácido sulfúrico, se inalado, pode causar queimaduras nas vias aéreas. Em contato com a pele, causa queimaduras de terceiro grau. Porém ninguém foi vítima do produto.