Mais de 9,3 mil internações na rede pública de saúde foram registradas no Paraná em 2016, em decorrência de acidentes de trânsito. Ao todo, foram 2,6 mil mortes. No mesmo período, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), registrou que 61,2 mil veículos se envolveram em acidentes com vítimas no estado.

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O custo com internações por causa desses acidentes ultrapassou R$ 12,7 milhões. Os índices são referentes à primeira entrada no hospital e não consideram necessidades futuras, como próteses ou tratamentos prolongados.

O diretor de política de urgência e emergência da Secretaria da Saúde, Vinicius Filipak, assinala, no entanto, que esses custos podem ser ainda mais altos, de acordo com a gravidade dos acidentes. “Por causa de alguns segundos de distração, toda a vida da pessoa é alterada. Isso gera um custo social que é muito maior do que o custo médico. Quanto vale a vida de uma pessoa que se acidenta e não consegue mais exercer sua profissão?”, questiona.

Falha humana

Uma das maiores causas dos acidentes é a falha humana. O descuido, o excesso de velocidade e confiança e os exageros na mistura de álcool e direção fazem com que o comportamento social seja um dos principais fatores deste problema. “Um comportamento mais adequado do cidadão que usa o veículo e do pedestre evitaria 95% dos acidentes de trânsito”, afirma Filipak.

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As referências científicas internacionais mostram que 50% das vítimas de acidentes de trânsito morrem na hora do acidente, 30% morrem entre quatro e seis horas após o ocorrido e 20% entram em óbito por complicações após a internação.

Motocicletas

Do total de acidentes com veículos envolvendo vítimas no Paraná, 32% foram com motocicletas – 20.105 casos, conforme dados do Detran. Destes, segundo o SUS, 3.656 geraram internamentos e 642 resultaram em morte do condutor, colocando-as em segundo lugar no ranking dos acidentes.

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