Termina hoje o 1.º Encontro de Floricultura e Paisagismo, no salão de atos do Parque Barigüi, em Curitiba. Dezenas de pessoas, entre produtores de flores e interessados, estão participando de cursos de arte floral, floricultura, papel reciclado e paisagismo. Uma exposição de flores e arranjos pode ser apreciada por todos.
Segundo o diretor agrogerencial da Ceasa de Curitiba, Eduardo Osten Costacurta, o cultivo de flores é uma atividade que vem crescendo no Brasil. Atualmente, existem cerca de 5 mil produtores e 15 mil floriculturas no País. A maioria está localizada nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.
No Paraná, porém, a produção ainda é considerada pequena. Existem cerca de duzentos produtores e seiscentas floriculturas, a maioria localizadas na capital. “O Paraná ainda traz muitas flores de São Paulo, o que encarece o preço da venda ao consumidor final”, explica Costacurta.
Incentivo
O encontro no Parque Barigüi também tem o objetivo de incentivar os agricultores rurais a produzirem flores. Érica Miehlke, técnica da Emater, revela que a floricultura é uma atividade que pode ser realizada em pequenos espaços, não precisa de muita mão-de-obra e pode vir a ser uma boa fonte de renda. “Muitas pessoas procuram cursos de arranjos apenas para presentear amigos e parentes. Outras, encaram como uma oportunidade de ganhar dinheiro”, afirma. Já os cursos de paisagismo podem ser utilizados na decoração do próprio jardim e de estabelecimentos comerciais.
Atualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura, a produção de flores movimenta US$ 16 milhões no País. A expectativa é de que, em torno de cinco anos, passe a movimentar US$ 80 milhões.


