Foto: Lucimar do Carmo/O Estado

Distribuição de material informativo ontem, na Praça Rui Barbosa.

De janeiro até o final de setembro, foram verificados 64 acidentes envolvendo choques elétricos no Paraná. No total, foram catorze mortos. De 2001 a 2005, a média anual no Brasil de ocorrências envolvendo energia elétrica foi de 986 pessoas acidentadas, sendo 323 vítimas fatais.

Com a intenção de diminuir esses números, a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) deu início ontem a uma semana nacional voltada à prevenção. No Paraná, as ações – como distribuição de folders informativos, realização de palestras e distribuição de cartilhas em escolas – estão sendo realizadas pela Copel.

?Trabalhamos com uma mercadoria perigosa, que é a energia elétrica, mas também nos preocupamos com a segurança da população. Em todo Paraná, temos 3,2 milhões de consumidores, que representam uma população de cerca de 10 milhões de pessoas. Esperamos que nossas ações de prevenção cheguem a todas elas?, afirma o presidente da Copel, Rubens Ghilardi.

No total, existem catorze causas de acidentes por choques elétricos. Porém, quatro delas são consideradas mais comuns e preocupantes: empinar pipas e papagaios em locais inadequados; instalar antenas de TV perto da fiação elétrica; movimentar andaimes e objetos metálicos nas proximidades das redes de energia e manipular condutores energizados para fazer ligações elétricas clandestinas.

?Todas essas atitudes podem resultar em acidentes graves, que deixam as pessoas bastante feridas ou mesmo as levam à morte. Dada a periculosidade da energia elétrica, a quantidade de acidentes registrada é até considerada baixa. Porém, buscamos o nível de acidente zero tanto dentro da Copel, entre os funcionários, quanto fora?, declara o diretor de distribuição da Copel, Ronald Ravedutti.

Nos últimos anos, a companhia de energia também tem verificado muitos acidentes entre pessoas que tentam furtar materiais elétricos, como transformadores, cabos e linhas de energia. Segundo Ronald, os marginais tentam retirar estes materiais sem ter qualquer conhecimento técnico, normalmente se ferindo. ?Além de ameaçar a própria vida, quem furta materiais elétricos coloca em risco a vida de outras pessoas (como pacientes de clínicas e hospitais que ficam sem energia), comprometem a produtividade de fábricas e geram prejuízos econômicos ao estado?.