A licitação para ampliação da frota de táxi de Curitiba entra na etapa final. Das 750 vagas abertas pela licitação, 745 já foram preenchidas e duas estão em processo para homologação. Os três últimos envelopes devem ser abertos na próxima semana.

Até aqui, 632 novos taxistas estão autorizados a trabalhar com o táxi e, desses, 430 estão rodando. A previsão é que os outros 202 entrem em operação nos próximos dias. A partir da autorização – válida por 35 anos – o taxista está habilitado para solicitar o emplacamento no Detran e fazer a instalação e vistoria do taxímetro pelo Inmetro, processo que demora de dois a três dias.

Os outros taxistas homologados estão na fase de cadastramento, quando apresentam na Urbs os documentos elencados no edital de licitação. A partir da análise da documentação e sua aprovação, os novos taxistas recebem o Termo de Autorização, podendo começar a operar.

Com isso, a frota que há 40 anos era de 2.252 veículos, chegou, na tarde desta sexta-feira (06) a 2.682 táxis e com os 202 já autorizados a rodar, deverá estar com 2.884 veículos nos próximos dias. Quando os 750 táxis estiverem rodando, Curitiba terá 3.002 táxis.

Esta foi a primeira ampliação da frota desde 1975 e a primeira licitação de táxi da cidade. Além da ampliação da frota, também o funcionamento dos táxis mudou em Curitiba, a partir da nova regulamentação da atividade, assinada pelo prefeito Gustavo Fruet no ano passado.

A partir de agora, as autorizações valem por 35 anos, acabando com a permissão por tempo indeterminado, que vigorava até o ano passado. Os autorizatários – o que inclui os novos e os antigos taxistas – têm que trabalhar no mínimo quatro horas por dia com o táxi, o que acaba com a prática de apenas transferir a direção para terceiros.

O táxi deverá ficar em operação pelo menos 12 horas por dia e, nos horários de pico, 100% da frota terá que estar á disposição da população. Para isso, cada autorizatário pode cadastrar até dois motoristas auxiliares.

Também as transferências de placa foram alteradas. Agora só será aceita uma única transferência ao longo dos 35 anos e isso só poderá ocorrer três anos depois de assinado o termo de autorização. No caso de transferência, o beneficiário deverá cumprir os 35 anos, o que acaba com o comércio ilegal de placas de táxi.