Será realizada amanhã a terceira edição do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). Participarão 488.883 estudantes universitários de todo o país, sendo 36.022 do Paraná, o equivalente a 7,77% do total. As provas serão aplicadas em 841 municípios de todos os estados, e começam a partir das 13h. O estudante selecionado para a prova que não comparecer terá seu diploma retido.
O Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e substitui o antigo Provão. Além dos formandos, são avaliados os alunos que estão no primeiro ano para aferir o rendimento em relação aos conteúdos programáticos, habilidades e competências adquiridos durante o curso. Para o diretor-presidente da Fundação de Estudos Sociais do Paraná (Fesp), Sérgio Manoel Masteck, o Enade é um importante instrumento para a melhoria do ensino. ?A análise externa é sempre positiva, serve como parâmetro para as instituições verificarem onde podem estar falhando e melhorarem?, explica. No último exame, o curso de informática da instituição obteve o segundo melhor lugar no estado. ?Vamos continuar mantendo a qualidade?, diz. Ele também critica as faculdades que fazem cursinhos preparatórios, pois não mostram a realidade da instituição.
Sérgio acha importante que os alunos participem e não boicotem a prova. Muitas vezes na hora de conseguir uma vaga no mercado de trabalho o nome da instituição em que estudou é que vai fazer a diferença.
A estudante de administração do último ano, Tanana Hayanna, também é a favor do exame. Segundo ela, é uma ótima forma para descobrir se está preparada para o mercado de trabalho. Ela só critica a obrigatoriedade da prova. ?Acho que poderia ser voluntário, mas não é?, diz.
De 821.281 estudantes inscritos pelas instituições de ensino superior, 56,4% devem fazer as provas, ou seja, 488.883. Desses, 58,2% (269.450) são ingressantes e 41,8% (193.715) concluintes dos cursos de graduação. Do total de alunos selecionados, 94,7% (463.165) foram escolhidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e têm participação obrigatória. O restante (25.718) se divide entre voluntários, inscritos fora do prazo e faltosos nas edições 2004 e 2005, que vão fazer as provas para ficar quites com o Ministério da Educação (MEC).
Este ano serão avaliadas 15 áreas do conhecimento: administração, arquivologia, biblioteconomia, biomedicina, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, música, formação de professores, psicologia, secretariado executivo, teatro e turismo.
Sinaes avalia cursos e instituições
Amanhã o Ministério da Educação (MEC) vai realizar a terceira edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que compõe o Sistema Nacional de Avaliação Superior (Sinaes). Além dos universitários, o Sinaes também avalia os cursos e as instituições. Aquelas que receberem notas baixas terão um prazo para reestruturar seus cursos e, caso isto não aconteça, podem ter até que fechar as portas.
O presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), Sérgio Franco, diz que até agora só os alunos foram avaliados e, no ano que vem, será a vez dos cursos.
Provavelmente serão analisados os que tiveram alunos fazendo o Enade em 2004, quando começou o processo. Serão levados em conta quesitos como a infra-estrutura e o projeto político-pedagógico. Se mais uma vez o curso tirar uma nota baixa ele terá que assinar um protocolo de compromisso com o MEC para melhorar a qualidade dentro de um prazo variável, que não pode ultrapassar um ano e meio. Se neste período as mudanças não forem feitas o MEC começa a estipular sanções, que podem ser a suspensão de vestibulares, suspensão temporária do curso e até o fechamento definitivo. Nestes caso, os alunos são transferidos para outras instituições.


