A secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos vai utilizar, a partir do próximo mês, a metodologia americana de Levantamento Aéreo Expedito (LAE) para monitorar a cobertura florestal do Paraná. Durante esta semana, técnicos da Secretaria e suas autarquias – ITCG, Suderhsa e IAP – foram treinados por profissionais da Embrapa Florestas e Universidade Federal do Paraná (UFPR) para aplicar o procedimento, que complementará o atual sistema estadual de monitoramento de florestas – já realizado com fotos aéreas, GPS e equipes de fiscalização em terra.

O levantamento aéreo sistematizado permite a fiscalização de grandes áreas florestais, com precisão e baixo custo, identificando desmatamentos, características específicas da vegetação e possíveis problemas ambientais. ?Esse tipo de levantamento aéreo identificará, por exemplo, incêndios, desmates, análises de risco de pragas florestais e, até mesmo, os estágios de desenvolvimento das florestas. É uma ferramenta que atualizará um banco de dados sobre as condições de florestas e solos do Paraná gerando ainda um inventário florestal?, explicou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues.

As informações estarão disponíveis a instituições que trabalham na proteção das florestas e no uso do solo. Os três corredores de biodiversidade, que estão sendo construídos pelo Projeto Paraná Biodiversidade (Caiuá Ilha-Grande, Iguaçu Paraná, Araucária) serão as primeiras áreas a serem monitorados com a nova técnica. ?A Polícia Ambiental ? Força Verde e Ministério Público, por exemplo, poderão fazer uso dos mapeamentos aéreos para construção de laudos de crimes ambientais?, exemplificou o gerente do Programa Paraná Biodiversidade, Erich Shaitza.

Técnica

O Levantamento Aéreo Expedito (LAE) utilizará os aviões já adquiridos pelo governo para a Força Verde para que os técnicos sobrevoem as áreas de florestas a baixas velocidades e altura pouco elevada. Munidos de mapas da região e equipamentos de localização por satélite (GPS) os técnicos analisarão de forma detalhada as condições da área e incluirão as observações em mapas dos pontos avaliados. ?O observador irá desenhar no mapa – referente à área identificada – tamanho, forma, intensidade e sua localização, com maior precisão possível. Essas informações serão transferidas posteriormente ao banco de dados virtual?, detalhou a pesquisadora da Embrapa Florestas, Yeda Maria Malheiros de Oliveira, responsável pela capacitação na Secretaria do Meio Ambiente.

Ela contou, que o LAE é uma das melhores ferramentas para atualização de mapas referentes ao uso do solo devido à forma pontual e detalhada de obter as informações. ?Para se ter uma idéia, poderemos detectar possíveis danos causados por pragas e doenças a florestas e cultivos de grãos. Aliado a isso, o Levantamento Expedito traz a vantagem de utilizar uma rota determinada, permitindo melhor acompanhamento das informações e segurança ao repassá-las a um sistema de informações geográficas?, concluiu Yeda.