Paraná suspende realização de feiras agropecuárias, rodeios e exposições

Além da interdição de 40 fazendas após a suspeita de focos de febre aftosa, o governo do Paraná suspendeu também a realização de feiras agropecuárias, rodeios e exposições em todo o estado.

Segundo o vice-governador e secretário estadual da Agricultura, Orlando Pessuti, todas as propriedades que receberam animais vindos de Mato Grosso do Sul (MS) estão sendo rastreadas. Sábado, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, confirmou que o foco no Paraná surgiu da criação pecuária do MS. Há 90% de chance de os casos serem confirmados.

Orlando Pessuti afirmou que São Paulo tem impedido a entrada da produção do Paraná, que não tem, em princípio, riscos de contaminação. "Eu discordo de algumas barreiras que São Paulo está colocando em relação ao Paraná, impedindo que produtos industrializados aqui ingressem naquele estado", contou ele.

O secretário estadual disse ainda que não há amparo legal para essa decisão. "Eles até podem exigir que os caminhões, que transportam os produtos, sejam desinfectados. Agora, proibir a entrada de leite condensado, pasteurizado e em pó, queijo e outros produtos industrializados, é, neste momento, retaliação."

Até segunda-feira, a secretaria do estado vai averiguar se há vacina suficiente no mercado. "Caso haja, vamos verificar com o ministério autorização para antecipar a campanha de vacinação contra a febre aftosa que, oficialmente, começa no dia 1º novembro", disse Pessuti.

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