O coordenador nacional de combate à dengue do Ministério da Saúde (MS), Giovanini Coelho, afirmou nesta quarta-feira (4), em Curitiba, que não há epidemia da doença no Paraná. Coelho e o secretário da Saúde, Cláudio Xavier, anunciaram para breve uma reunião com prefeitos dos municípios com maior incidência da dengue com técnicos dos governos estadual e federal.
Xavier também anunciou uma parceria com o Conselho Regional de Medicina no combate à doença. Um folheto com explicações técnicas, procedimentos e orientações para os médicos, elaborado pela Secretaria da Saúde (Sesa), será distribuído a todos os profissionais pelo CRM. ?Preparar a rede de assistência à saúde para evitar que as pessoas tenham maiores complicações com a doença é muito importante, assim como o diagnóstico precoce favorece o tratamento oportuno?, disse Coelho.
Até esta quarta-feira (4), o Paraná registrou 3.706 casos de dengue autóctones, isto é, contraídos dentro do próprio Estado. Ao todo, são 122 municípios com casos notificados. Duas pessoas morreram em decorrência da dengue ? uma delas vítima da forma hemorrágica, mais grave. Atualmente, 274 municípios registram a presença do mosquito transmissor da doença.
O Paraná é o 7.º estado com maior incidência da dengue em todo o País. Dos 122 municípios com dengue no Paraná, 77 são classificados como de baixa incidência (menos de 100 casos por 100 mil habitantes), nove como de média incidência e 11 como de alta incidência (acima de 300 casos por 100 mil habitantes). ?O Governo do Paraná está intensificando as ações de combate à dengue, em parceria com o Ministério da Saúde. Estamos trabalhando duro na luta contra à doença?, falou Xavier.
Giovanini Coelho explicou que a maior preocupação é com os 11 municípios com alta incidência da dengue. ?O número de casos aumentou devido a condições climáticas favoráveis, assim como uma vulnerabilidade maior da população em relação ao sorotipo três, que é o presente no Paraná e que circulou menos nos anos anteriores?, analisou o coordenador do MS.
?A complexidade das ações de controle da doença em áreas urbanas, com aglomerações desordenadas e falta de acesso a casas fechadas, dificultam o combate ao mosquito?, disse Coelho. Segundo ele, há o risco de epidemia devido às condições climáticas e que o Paraná está no caminho certo ao convocar os municípios a se engajarem neste processo.
?Ainda temos pela frente um período em que historicamente aumenta a incidência da dengue e há condições climáticas propícias para a transmissão da doença, além de municípios com alto índice de infestação?, explicou o coordenador do MS. ?Por isso, não podemos baixar a guarda. A ação nos municípios com maior número de casos será intensa? completou.


