No dia em que Organizações Não – Governamentais e movimentos sociais divulgaram um documento com os maiores desafios sobre as mudanças climáticas no Brasil, nesta sexta-feira (24), durante a 8ª. Conferência das Partes da Convenção da Biodiversidade (COP 8), o Governo do Paraná e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) adiantaram os dados sobre a evolução das emissões climáticas na maior área populacional e industrial do Estado, a Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Utilizando 12 centrais de monitoramento, oito automáticas (ao custo de R$ 400 mil cada) e quatro manuais, os índices apontaram uma conjuntura surpreendente: em análise média diária, a RMC apresentou qualidade ?boa? em 90% dos dias, de 1999 a 2005. ?O próprio Centro de Curitiba, com pontos de altos índices de emissões de carbono mostrou maior qualidade, e isto não se deve apenas a um melhor combustível para os automóveis, mas a ações efetivas desenvolvidas pelo IAP e o Estado?, afirmou Maria da Graça Patva, do IAP.

Desde 2002, o Governo Estadual vem exigindo a adequação de todas as empresas do Estado a padrões rígidos para a emissão de gases. ?O prazo final para o enquadramento é 2007 e muitas empresas já estão compatíveis com as exigências. Foi uma iniciativa inédita do Paraná. Continuamos na vanguarda nessa questão, disse Maria da Graça. Segundo ela, o Governo quer ampliar as estações de monitoramento para outras cidades do Estado.