Arquivo / O Estado
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A partir do anúncio do Ministério da Agricultura, as propriedades da região de Loanda poderão voltar às atividades de comercialização e abate dos rebanhos.

O Ministério da Agricultura deve declarar o Paraná  área livre de febre aftosa num prazo máximo de dez dias. Segundo informou o ministro Luís Carlos Guedes Pinto, para formalizar a decisão os técnicos precisam concluir a análise de toda a documentação sobre a última área ainda interditada no estado, na região de Loanda.

O ministro disse que a partir do anúncio as propriedades localizadas nessa área voltarão às atividades de cria e recria, comercialização e abate dos rebanhos, bem como a transferência deles para qualquer parte do país. Quanto às exportações, disse que ?os países importadores é que vão decidir se compram ou não a carne paranaense?.

O Ministério da Agricultura já havia descartado a possibilidade de circulação viral da febre aftosa nas regiões de Bela Vista do Paraíso, Grandes Rios, São Sebastião da Amoreira e Maringá, municípios do Paraná que tiveram animais sacrificados em função da suspeita doença. Os últimos abates no estado foram realizados no final do mês de março.

O ministro Guedes Pinto considerou o prazo de março até outubro razoável para que fossem realizadas, com segurança, todas as análises laboratoriais. ?No  momento em que anunciarmos ao mundo nossa decisão, ela  terá que ser bem recebida e acatada por todos os países, pois tem credibilidade?. Ele lembrou que as organizações internacionais e os países exportadores são extremamente rigorosos quanto a questão da defesa sanitária, particularmente no que diz respeito à febre aftosa.

O secretário da Agricultura do estado, Newton Ribas, detalhou nesta segunda-feira (9) ao ministro todo o trabalho feito na região de Loanda, onde continua interditada uma área de 10 quilômetros em torno das duas últimas fazendas liberadas. ?Mais de 20 mil animais foram analisados através de sorologia e foi realizada inspeção clínica em 12 mil animais de 258 propriedades da região?, informou o secretário.  

A partir da divulgação pela Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária, toda documentação será encaminhada à Organização Mundial de Saúde Animal, que se reunirá para analisar e emitir o certificado internacional que garantirá ao Paraná voltar ao status de área livre de febre aftosa.