O Paraná deve concluir domingo (26) o sacrifício do rebanho infectado com o vírus da febre aftosa. Até agora, foram abatidos 5.053 animais de seis propriedades. A penúltima etapa do trabalho, encerrada ontem, ocorreu na Fazenda São Paulo, em Loanda, com o abate de 2.745 animais. Hoje terá início o sacrifício dos 1.703 animais da Fazenda Alto Alegre, também em Loanda.

Encerrado o abate dos animais, começará a contagem regressiva de 180 dias para o Estado recuperar a condição de região livre de febre aftosa, status que manteve nos últimos 10 anos. A contaminação do rebanho, anunciada pelo Ministério da Agricultura em dezembro, é contestada pelo governo do Paraná devido à ausência dos sintomas. Nenhum animal das fazendas interditadas apresentou salivação excessiva e rachadura nos cascos – as duas manifestações clássicas da doença.

O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Pan-Aftosa) iniciará segunda-feira, no Rio, a necropsia de 21 animais sacrificados que reagiram positivamente aos testes sorológicos. O exame foi exigido pelos proprietários para não recorrerem à Justiça contra o diagnóstico do ministério. Se negativos, o resultado dos exames permitirá que eles peçam indenização aos governos estadual e federal.