Para operadoras, outros aparelhos continuarão sem bloqueio

Apesar de se mostrarem dispostos a colaborar com o bloqueio de celulares nos presídios, tanto o presidente da Tim, Mário Cesar Pereira de Arujo, quanto o diretor de Engenharia da Oi, João de Deus Pinheiro da Silva, enfatizaram que os bloqueadores impedem só a comunicação por meio de telefones celulares. Segundo eles, existem cerca de 10 tipos de comunicadores sem fio que não seriam afetados pelo bloqueio, como rádios e walk-talks.

Eles participam da audiência pública conjunta da CPI do Tráfico de Armas e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para discutir o bloqueio de telefones celulares nos presídios brasileiros.

Custo do bloqueio

Segundo o presidente da Tim, o custo para se fazer uma cobertura razoável dentro de um presídio, nos padrões exigidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), é de cerca de R$ 1 milhão. Ele informou que cinco estados solicitaram bloqueios nos presídios, e São Paulo pediu para mais um.

O professor da Universidade de Brasília Leonardo Meneses disse que existe um tipo de aparelho para essa função que custaria 50 mil dólares (cerca de R$ 120 mil), bloqueando um raio de cinco quilômetros – um custo muito inferior ao citado pelo presidente da Tim.

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