O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que é "de rotina" a saída do diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Afonso Bevilaqua. "É uma troca de rotina. Os diretores ficam algum tempo. Aliás, o Bevilaqua ficou até mais tempo do que os demais diretores. A saída dele é absolutamente dentro da rotina que acontece no Banco Central há muito tempo", disse.
O ministro, que foi um crítico de Bevilaqua quando era presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), negou que tenha comemorado a saída do diretor de Política Econômica, considerado um dos quadros mais conservadores do BC. "Eu estou com cara de comemoração?", perguntou.
Mantega voltou a afirmar que a saída de Bevilaqua não muda a política monetária adotada pelo Banco Central. "A política monetária não é feita por um diretor. A política monetária é determinada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e o BC cumpre a política monetária. Nós temos um regime de metas de inflação, e o CMN estabelece qual é a meta que o BC tem que perseguir. Não muda absolutamente nada", afirmou o ministro.
Ele acrescentou que as metas de inflação já estão preestabelecidas e que o Banco Central está cumprindo a sua missão adequadamente.
Questionado se teria interesse em indicar o atual presidente do BNDES, Demian Fiocca, para um cargo em Brasília, Mantega respondeu: "Não há nenhum projeto de trazê-lo para Brasília.


