Sobre o combate à fome no mundo, o presidente disse que é preciso persistência. Ele reconheceu que é difícil chegar a um consenso sobre de onde viria o dinheiro para a solução do problema. ?Isso é um processo, o que nós temos é que persistir. Convencer alguém a aceitar uma taxação sobre comércio de armas não é uma coisa fácil. Convencer alguém que toda circulação de dinheiro no mundo pague uma espécie de CPMF não é uma coisa fácil?, acrescentou.
Lula afirmou que a reunião da ONU, com a participação de 60 chefes de Estado e de governo e de 49 ministros, foi um passo importante para a união dos países em torno do combate à fome. ?Nós achamos que devemos trabalhar com mais consistência. O primeiro passo foi dado, foi uma reunião extraordinária?.
O presidente ressaltou que esta foi a maior reunião da ONU convocada por um presidente da República. ?Uma coisa importante é que foi convocada pelo Brasil e por uma coisa simples, porque de todos eles, só eu posso falar da fome. Não apenas porque meu país é pobre , porque muitos são mais pobres do que nós. Mas porque eu conheço o problema dentro da minha alma, dentro do meu estômago e acho que esse é um tema prioritário?, disse.
Lula lembrou que se o mundo tem tecnologia e capacidade de produzir alimentos suficientes, é preciso distribuí-los de forma mais justa. ?Eu acho que se não fosse a minha passagem pela Presidência, possivelmente esse tema teria passado desapercebido. Mas eu vou teimar nisso, porque tem dinheiro?, garantiu.
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