Para Furlan, PIB tem que crescer 5% no 4.º trimestre de 2007

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006 já é coisa do passado e o importante é que a economia cresça "em velocidade de cruzeiro" a partir de agora, disse nesta sexta-feira (2) o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Segundo ele, "a nossa visão no Ministério é de que, na virada do ano (2006), a economia brasileira esteve em velocidade razoável. No último trimestre de 2007, temos que estar crescendo 5% e, assim, a possibilidade é de crescimento maior no ano que vem".

Furlan não quis definir uma meta para o crescimento fechado do PIB de 2007 e, sobre o desempenho do ano passado, disse que "estamos em março, nessa altura pensar no PIB de 2006 é como pensar quem foi o campeão brasileiro no ano passado. Passou e ponto".

O ministro ressaltou que a economia entrou em 2007 crescendo em uma velocidade de 4%. "O bom desse número (do PIB de 2006) é que viramos o ano ao redor de 4%, o que é diferente de 2,9%".

Câmbio

Ele disse que não está preocupado com o crescimento das importações, revelado ontem pelos dados da balança comercial de fevereiro. "Não temos preocupação, elas precisam crescer e isso coloca um desafio para quem produz no Brasil". O ministro sublinhou que é preciso isonomia competitiva para as empresas que produzem no País, com investimentos em infra-estrutura e em educação.

Questionado se o dólar estaria tirando o seu sono, Furlan respondeu apenas que não, e exemplificou que ainda que o câmbio seja uma dificuldade para alguns setores, os números da balança comercial divulgados ontem mostraram, segundo ele, que mesmo setores mais sensíveis ao câmbio, como calçados, confecções, têxteis e móveis, tiveram uma boa performance exportadora no primeiro bimestre deste ano.

Furlan preferiu não tecer maiores comentários sobre a saída do diretor do Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua. "É normal, vários secretários meus já saíram, e nunca me perguntaram sobre isso", afirmou. Furlan também não quis adiantar se permanecerá à frente do Ministério do Desenvolvimento e disse que a decisão cabe ao presidente Lula.

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