O economista chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Nicola Tingas, avaliou hoje que é um avanço a decisão do governo manifestada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de trabalhar para a aceleração da aprovação do cadastro positivo no congresso. "O cadastro ajuda os bancos a reduzir o risco da avaliação de seus novos clientes. Portanto, é uma medida importante", disse Nicola.

Mantega afirmou, na última sexta-feira, que nesta semana vai se reunir com os diretores da Febraban para que o governo e os bancos juntos adotem medidas para reduzir com maior velocidade o spread bancário. O ministro disse que seria possível a redução dos depósitos compulsórios enquanto as instituições financeiras poderiam diminuir em contra partida as margens de lucro

Segundo Nicola Tingas, o compulsório para depósitos à vista varia hoje de 45% a 53%, de acordo com o volume de recursos administrados pelas instituições financeiras.

O chamado spread bancário é a diferença entre o que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as taxas cobradas nos empréstimos. Na prática, o spread é aquele pedaço do juro ao consumidor que cobre os custos administrativos, o lucro e o risco de crédito do banco.

Recentemente, o ministro disse que, com o cadastro positivo os bancos terão melhores condições para conhecer seus clientes e, portanto, reduzir as taxas de juros para financiamentos.

Os comentários do economista foram feitos hoje durante o Segundo Seminário Anual sobre Riscos e Estabilidade Financeira e Econômica Bancária promovido pelo Banco Central, em São Paulo.