Para educadores, prova do Enem foi simples e inteligente

Uma prova inteligente e bem formulada, com conteúdo simples, mas que exigiu uma articulação de informações e leitura atenciosa. Dessa maneira, professores de cursinhos analisaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicado ontem pelo Ministério da Educação para cerca de 3,6 milhões de candidatos em 1, 3 mil municípios de todo o País

A realização da prova é pré-requisito para concorrer a uma das bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece vagas em instituições particulares para candidatos de baixa renda. O Enem também é considerado como pontuação extra ou mesmo substituto para vestibulares em processos seletivos de 400 instituições de ensino superior em todo o País.

?O nível de conhecimento exigido é simples, mas o candidato é obrigado a pensar, analisar textos longos e articulá-los com gráficos, mapas e tabelas?, diz Vera Lúcia da Costa, coordenadora do Cursinho e Colégio Objetivo. ?Se pensarmos que a prova é aplicada de Norte a Sul, para estudantes dos mais variados níveis de conhecimento, está bem feita?, complementa.

A análise do professor Nicolau Marmo, coordenador-geral do Sistema Anglo é semelhante. ?Não houve nenhuma questão que pudéssemos dizer que estava mal elaborada. Foi uma prova que avaliou o entendimento de texto e a capacidade do aluno de ler gráficos e tabelas?, afirma. ?Foi uma prova muito boa. Não exigiu decorebas. Pediu menos conhecimento escolar e mais interpretação e leitura de textos. Para o que se propõe a avaliação de competências do Enem, foi melhor do nos anos anteriores?, diz Gilberto Alvarez, coordenador do Cursinho da Poli.

Além das 63 questões objetivas, o Enem propôs como tema da redação a questão da tolerância num País de diversidades. A partir da frase ?Como conviver com as diferenças sociais?, os estudantes deveriam refletir e também propor um caminho para a resolução de conflitos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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