Estudo divulgado hoje (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que o salário mínimo deveria ser de R$ 1.474,11 para suprir suas necessidades básicas e da família. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de fevereiro, realizada em 16 capitais do País e divulgada hoje.

Com base no maior valor apurado para a cesta, de R$ 175,54, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,9 vezes maior que o piso vigente, de R$ 300.

Apesar da grande diferença, o Dieese destacou que houve diminuição, em relação ao valor necessário em janeiro de 2006, de R$ 1.496,56. Em fevereiro do ano passado, a quantia era bem próxima da atual, de R$ 1.474,96, mas equivalia a 5,67 salários mínimos da época (R$ 260,00).

O levantamento destacou ainda que o assalariado paulistano – cujo rendimento equivale a um salário mínimo – precisou cumprir 128 horas e 44 minutos, em fevereiro de 2006, para adquirir os produtos da cesta básica. Esta jornada foi menor que a necessária em janeiro (130 horas e 8 minutos) e que a exigida em fevereiro do ano passado, quando atingia a 148 horas e 7 minutos

Também quando se considerou o valor do salário mínimo líquido, o Dieese verificou a redução do porcentual comprometido com a compra dos gêneros essenciais. Em fevereiro foram necessários 63 36% de um salário para comprar os mesmos itens que, em janeiro, exigiam 64,05% daquele valor e, em fevereiro de 2005, comprometiam 72,90% do mínimo então em vigor.