O candidato da coligação PSDB-PFL à presidência da República, Geraldo Alckmin, qualificou de "desespero" as críticas feitas pelo PT, na internet, à sua filha (Sofia) e à sua mulher (Lu Alckmin), nos sites do partido e da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição. "Na realidade, é um desespero. Se estão tão bem assim (nas pesquisas de intenções de voto), não havia razão para estar fazendo isso", afirmou Geraldo Alckmin, pouco antes de embarcar, nesta capital, para Maceió (AL). As notas foram retiradas dos sites, e o PT divulgou um pedido de desculpas assinado pelo coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia.

Alckmin considerou "injustas" as notas, que afirmavam que a filha dele era "funcionária de uma empresa acusada de contrabando, a Daslu", e que a mulher dele, Lu, "ganhou de presente 400 vestidinhos chiques" quando ele era governador de São Paulo. O candidato tucano afirmou que Sofia era "funcionária de uma loja" (Daslu) e que Lu trabalhava "como voluntária e nunca ganhou nada com isso.

O candidato da coligação PSDB-PFL anunciou que não aceitará o pedido de desculpas feito pelo PT: "Eles (os petistas) fazem as baixarias e depois vêm querendo dar uma de bom-mocismo, dizendo ‘olha, pedimos para tirar (as críticas) do site’. Estão querendo faturar dos dois lados." O candidato participou, na capital paraibana, de uma caminhada sob sol forte, ao lado do governador e candidato à reeleição Cássio Cunha Lima (PSDB). A caminhada paralisou o Centro da cidade.

Alckmin anunciou também que não vai rebater as agressões pessoais feitas pelos petistas. "Vou falar de interesse público. O que tiver relação com interesse público vamos colocar", disse. "Não tenho medo de cara feia. Vou falar de princípios e de valores.

O candidato voltou a contestar os boatos atribuídos ao PT segundo os quais ele, Alckmin, privatizaria, se eleito, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Petrobrás e outras estatais e acabaria com o programa Bolsa-Família.