Paquistão levantará barreira em fronteira com Afeganistão

O Paquistão decidiu reforçar a segurança em um trecho de 35 quilômetros de sua fronteira com o Afeganistão como parte de um plano que visa a impedir que combatentes de guerra entrem no país, disse hoje o presidente paquistanês, general Pervez Musharraf

A primeira fase será a construção de uma barreira em sete ou oito lugares na região norte da fronteira e, segundo Musharraf, o projeto pode levar alguns meses para ser concluído. "A decisão já foi tomada e as ações já estão sendo realizadas neste momento." Musharraf considerou a idéia de também construir uma barreira ao leste, montando um campo minado, para evitar que combatentes da milícia fundamentalista islâmica Taleban e da rede extremista Al-Qaeda usem a fronteira como base de operações contra soldados afegãos e estrangeiros

Falando aos jornalistas, Musharraf afirmou que não utilizará minas terrestres na primeira fase do projeto para que não haja preocupação da comunidade internacional. No entanto, a segunda fase do plano consiste em construir uma barreira na parte sul da fronteira, também com campo minado. "Ninguém tem o direito de criticar se não aparecer com uma solução alternativa. Senão, não há outra maneira, faremos do nosso jeito", disse Musharraf

O presidente paquistanês voltou a queixar-se que seu país está sendo usado como bode expiatório de militantes do Taleban. Segundo o presidente, as tropas americanas e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também dividem a responsabilidade de proteger a fronteira. "Uma percepção equivocada está sendo criada, de que a ressurreição do Taleban vem do Paquistão. Isso é completamente errado", disse Musharraf. O presidente negou com veemência a acusação de que o governo paquistanês apóia organizações terroristas

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