O papa Bento XVI voltou a condenar neste sábado (24) a eutanásia e o aborto, considerados por ele "ameaças à vida". O papa também condenou os direitos legais a casais do mesmo sexo e pediu aos fiéis que sigam sua consciência e não cedam às pressões em relação à religião católica.

"Os católicos são chamados constantemente a se mobilizarem para resistir aos ataques contra o direito à vida", afirmou Bento XVI em conferência na Academia Pontifica pela Vida. O papa alertou que os países pobres estão submetidos a uma crescente pressão para legalizar o aborto e "liberar novos remédios abortivos usados com o pretexto para o bem estar da saúde reprodutiva".

Bento XVI afirmou que nos países desenvolvidos, a vida está ameaçada por sofisticadas investigações biotecnológicas e "à busca obsessiva pelo filho perfeito, por meio da inseminação artificial e várias formas de diagnóstico que tendem a assegurar uma seleção".

Mesmo assim, o papa censurou os esforços para legalizar a eutanásia, que, segundo ele, são justificados pelo "suposto bem estar das pessoas", e o crescente movimento pela legalização de casais que moram junto, como uma alternativa para o casamento e estão "fechados para a procriação natural". Segundo ele, cabe aos católicos ter consciência para distinguir "o que é bom e o que é mal no panorama social e no pluralismo cultural".