Nilmar deu ontem o seu grito de liberdade do Parque São Jorge. Não pela própria garganta, mas pela do seu advogado, doutor Breno Tannuri. E foi tão alto que a diretoria do rival Palmeiras ouviu.
‘Agora que sabemos que não há multa para pagar, só salários, nós vamos buscar meios para viabilizar essa negociação’, disse o novo diretor de Futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, que explica a busca de parceiros financeiros.
‘O Nilmar rescindiu o seu contrato com o Lyon e não tem mais vínculo com o Corinthians. Pode ir para onde quiser. Essa é a verdade legal da situação. Não há vínculo com ninguém, com o Corinthians ou com a MSI. Não há multa, não há nada! Ele está livre para escolher o seu destino’, assegura o advogado.
O presidente Afonso Della Monica está empenhado em fazer de Nilmar um trunfo para as eleições palmeirenses, dia 22 de janeiro.
O advogado Heraldo Panhoca, contratado pelo Corinthians, está tratando especialmente do caso Nilmar e mandou escrever no site oficial do clube, em resposta a Tannuri, que o jogador tem contrato de mais um ano com o clube e que terá de se reapresentar em janeiro. Ou seja: a novela continua.
Santos, Flamengo e Internacional também já manifestaram interesse pelo atacante. "Mande o Departamento Jurídico do Corinthians mostrar esse contrato. Ele não existe. O Nilmar está livre", jura Tanuri.
Segundo o advogado, não há chance de Nilmar seguir no Timão, apesar da gratidão pelo clube que cuidou dele durante a recuperação na cirurgia no joelho direito. "Nilmar estava no fim do seu contrato. Não há base legal para que tenha de compensar o período em que ficou parado. O Nilmar respeita, mas está livre do Corinthians", garante o advogado.
Havia apenas uma possibilidade de Nilmar seguir no Corinthians: a diretoria pagar o que Kia Joorabchian prometeu antes de ir para Londres. O iraniano tinha prometido R$ 4,3 milhões de luvas e mais salários de R$ 300 mil mensais.
Na última entrevista que Nilmar deu, em Porto Alegre, há dois meses, já havia dito que estava cansado com a indefinição. Ontem Nilmar teria esvaziado o seu armário no Parque e entregue a chave a um funcionário.


