Depois de trazer o técnico Caio Júnior, o Palmeiras fechou hoje a contratação de mais dois reforços que atuaram pelo Paraná no último Campeonato Brasileiro: o zagueiro Edmílson, de 29 anos, e o volante Pierre, de 24. Além deles, o zagueiro Gustavo, também do Paraná, não acertou sua transferência para o Schalke 04, da Alemanha, e é outro que pode desembarcar no Palestra Itália nos próximos dias

Edmílson seria trocado pelo zagueiro Daniel Marques, que tem contrato com o Palmeiras e foi campeão da Série B de 2006 pelo Atlético-MG. O jogador, no entanto, pediu salário muito alto aos dirigentes do Paraná e o negócio não foi fechado – o clube paranaense agora analisa outros nomes do inchado grupo alviverde

Pierre, por sua vez, chega por empréstimo de um ano, com opção de transferência em definitivo. Além de uma compensação financeira, o Palmeiras cederá mais atletas para o clube de Curitiba. O pedido das contratações foi feito pelo próprio Caio Júnior, que, trabalhando com eles, levou o Paraná à primeira Libertadores de sua história

O Schalke havia anunciado a contratação de Gustavo, apontado pelo presidente do Paraná, José Carlos de Miranda, como um dos melhores zagueiros em atividade no futebol brasileiro. O dirigente paranista, no entanto, diz que a proposta do clube alemão não era satisfatória e afirmou que daria prioridade ao Palmeiras no negócio

Enquanto uns chegam, Enílton confirmou nesta terça-feira sua transferência para o Omiya Ardija, do Japão. O atacante, de 29 anos, chegou ao clube no início do ano, depois de defender com sucesso o Juventude no Brasileirão de 2005, mas não rendeu o esperado pela diretoria do Palmeiras, além de sofrer com seguidas contusões musculares. Seu novo time ficou em 12.º lugar no Campeonato Japonês deste ano, contando com os brasileiros Alison, ex-Marília, e Toninho, ex-Juventus

Ídolos

Em entrevista publicada nesta terça-feira no site oficial do clube, Caio Júnior afirmou que tem admiração especial pelo trabalho de dois técnicos: Paulo Autuori e Luiz Felipe Scolari. Com Autuori, ficou a lembrança de dois anos de trabalho. "Ele é muito verdadeiro, no sentido de conversar e dialogar. Ele cobra, mas sem expor publicamente o jogador", afirmou Caio

De Felipão, Caio admira sua maneira "natural" de trabalhar. "Ele não quer fazer um tipo, parecer diferente ou não ser aquilo que ele é. Ele vibra quando está feliz mesmo. Eu também procuro ser autêntico", diz o novo técnico palmeirense, que jogou sua camisa para a torcida do Paraná após o último jogo da equipe no Brasileiro, o empate sem gols com o São Paulo que garantiu a vaga na Libertadores. "Foi uma coisa que me deu vontade na hora. Eu não fico me cuidando, com medo do que vão pensar, a gente tem de ser espontâneo.