Pagamento às vítimas no Metrô deve chegar a R$ 24 milhões

O valor que a apólice do seguro entre o Consórcio Via Amarela e a Unibanco AIG prevê para indenizações por danos morais e materiais estará na pauta da primeira reunião, hoje, com a Defensoria Pública, a Secretaria Estadual de Justiça e a Companhia do Metropolitano. No documento, a que o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, a cobertura de danos materiais indica a importância segurada de R$ 20 milhões e a de danos morais, R$ 4 milhões. Seriam, portanto, R$ 24 milhões no total para o pagamento das famílias desalojadas e de vítimas do acidente na futura Estação Pinheiros da Linha 4 do Metrô.

Mas, nos primeiros contatos com o governo, a interpretação da seguradora foi de que os R$ 4 milhões estariam embutidos nos R$ 20 milhões. Foi essa a versão oficial divulgada pelo governo do Estado, que será rediscutida na reunião de hoje. Segundo fontes do governo, no entanto, a discussão não chega a preocupar porque o consórcio sinaliza que não dificultará os pagamentos.

Pelas regras contidas na apólice, a seguradora deve participar e aprovar os acordos extrajudiciais feitos entre familiares e consórcio, incluindo os valores. Se houver acerto, a Unibanco AIG tem até um mês para indenizar. Se houver ação judicial, a apólice prevê que a seguradora só fará o pagamento se a ordem vier de decisão judicial e não houver mais recursos cabíveis – o que demora anos.

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