Como era esperado e antecipado fartamente por todos os grandes institutos de pesquisa (que erraram na eleição paranaense desde o primeiro turno), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito. A diferença de votos em relação a Geraldo Alckmin, candidato tucano, foi acachapante.

Lula também recebeu das urnas um recado insofismável.O segundo mandato terá necessariamente de superar o primeiro, porque a maioria dos compromissos anteriores permaneceu sem resposta. Suas primeiras palavras após a certeza da vitória procuraram, em tom cordial e conciliatório, insinuar um pacto de entendimento com a sociedade e suas tendências políticas representadas nos partidos com espaço assegurado no Congresso Nacional.

O presidente agiu de maneira correta, pois também o país está claramente dividido em termos da distribuição das preferências do eleitorado em relação ao vistoso arco partidário existente, ao qual serão acrescentados os novos grêmios formados por força da cláusula de barreira.

Talvez esta seja a razão primordial do interesse de Lula na reforma política, discussão que prometeu instalar nos primeiros dias do novo governo.