O brasileiro não vai esquecer desta Páscoa tão cedo. Há supermercado vendendo ovos de chocolate, bacalhau e vinho em até 12 prestações, com juros, no cartão próprio. Quem escolhe essa forma de parcelamento atravessa o Natal pagando as guloseimas da Páscoa e se livra da fatura só em março de 2008.
Impulsionada pelo parcelamento de longo prazo, pelo aumento da massa de salários e pelo câmbio favorável, que segurou os preços de itens importados, como azeite e bacalhau, os supermercados já consideram esta Páscoa a melhor desde 2004.
As redes Extra e CompreBem, do Grupo Pão de Açúcar, o maior varejista de supermercados do País, decidiram apostar no parcelamento de longo prazo. No Extra, por exemplo, é possível dividir as compras dos itens de Páscoa em até 12 prestações fixas, com juros embutidos, no cartão da rede ou em 6 vezes sem juros. No CompreBem, o parcelamento com juros vai até 10 vezes e sem juros, em até 6 vezes. Apesar dos prazos esticados, o diretor de Marketing do Extra, Carlos Leite, diz que a fatia das vendas parceladas não é tão significativa. "A intenção é facilitar a vida do consumidor."


