Órgão internacional critica aviação na América do Sul

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) vai impor novas exigências de segurança às empresas aéreas em todo o mundo a partir de 2007. A entidade afirma que está acompanhando as investigações do acidente com o Boeing 737-800 da Gol, apesar de a companhia brasileira ainda não fazer parte da entidade.

A partir de 2007, as empresas terão de sofrer uma auditoria em relação à segurança para que possam fazer parte da Iata, que agrega 260 companhias aéreas. Hoje, a taxa média de acidentes é de 0,76 para cada um milhão de vôos no mundo. A Iata considera nessa estatística apenas acidentes com perda total, tanto do avião como dos ocupantes. Na América Latina, porém, a taxa é quase quatro vezes maior que a média mundial, com 2,6 acidentes para cada 1 milhão de vôos – mas o Brasil registra um dos índices mais baixos da região.

Os demais países latino-americanos só estão melhores que a África e o Oriente Médio. No continente africano, 9,2 acidentes são registrados para cada 1 milhão de vôos. No Oriente Médio são 3,8. "Os problemas na América Latina ocorrem principalmente por falta de infra-estrutura e de gerenciamento de vôos", afirmou Anthony Concil, diretor de Comunicações da Iata. Para conseguir reduzir essas taxas de acidentes e permitir que as empresas continuem fazendo parte da entidade, a Iata vai ajudar a América Latina e a África a adotarem as novas exigências da entidade.

Por enquanto, apenas nove empresas na América Latina estão aptas segundo a Iata. A Varig seria a única brasileira a atender todos os critérios. Para 2006, a meta da associação é conseguir que a taxa de acidentes seja reduzida de 0,76 para 0,65. Nos países ricos, o índice registrado em 2005 foi de 0,3. Sobre o acidente da Gol, a responsabilidade pelas investigações deve mesmo ficar com o Brasil. "Cabe ao Brasil determinar o que ocorreu", concluiu Concil.

A National Transportation Safety Board (NTSB), autarquia independente do governo americano, enviará ao Brasil uma equipe de peritos para auxiliar nas investigações sobre as causas do acidente com o avião da Gol. A ExcelAire, dona do jato Legacy 600, informou que também deve contribuir.

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