Oposição trabalha para que salário mínimo fique em R$ 275

A oposição vai trabalhar na Comissão Mista e nos plenários da Câmara e do Senado com um valor do salário mínimo de R$ 275, retroativo a 1º de maio, aumentando em R$ 15 o valor de R$ 260 estabelecido pelo governo. O anúncio foi feito pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), na instalação da Comissão Mista para examinar a Medida Provisória 182, que estabeleceu o novo valor do salário mínimo e do salário-família.

?Não é o valor ideal, de R$ 280, que seria o mais realista, no meu entendimento, nem o irreal, de R$ 300, mas um valor que pode ser pago sem sacrificar as finanças públicas, segundo contas feitas na ponta do lápis pela liderança na Câmara”, justificou Arthur Virgílio. Para o líder oposicionista, o governo tem onde cortar despesas, que ele considera supérfluas, para aumentar o valor do salário mínimo, como suspender a contratação de 46 mil funcionários concursados, a criação de 2.793 cargos comissionados e a compra do avião presidencial, cuja primeira parcela será de US$ 50 milhões.

Para o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), da base governista, caberá ao Congresso Nacional identificar a receita que cobrirá eventual aumento no valor do salário mínimo, uma vez que é uma questão mais complexa, que não pode ser resolvida somente pelo ponto de vista político.

O senador Paulo Paim (PT-RS), eleito vice-presidente da Comissão Mista do Salário Mínimo, disse que se sentia à vontade no papel que vai desempenhar na discussão e na defesa de um valor do salário mínimo equivalente a US$ 100 (hoje o equivalente a R$ 297). Paim disse que não se sentia tolhido pelo partido, lembrando que foi indicado como membro da comissão mista pela líder do partido no Senado, Ideli Salvatti (SC).

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