O PSDB e o PFL anunciaram hoje que vão contestar, na Justiça Eleitoral, o uso do cadastro do Bolsa-Família na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição. A exemplo do que fez a prefeita de Contagem, Marília Campos (PSDB), aliados de Lula estão convidando pessoas favorecidas pelo programa para os eventos a que ele comparece.
O uso desses nomes para formar a claque de apoio ao petista também foi usada na convenção que homologou a sua candidatura. Candidato a vice-presidente na chapa do tucano Geraldo Alckmin, o senador José Jorge (PFL-PE) lembrou que a lei proíbe o uso de cadastros em poder do Estado para fazer política. "O cadastro não é de Lula, é do governo e está, portanto, incluído na mesma linha da proibição da máquina pública", alertou.
Para o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), a iniciativa se junta a outras adotadas pelo presidente em oposição ao que determina a legislação. "Não é possível ele continuar a cometer crimes contra a Justiça", acusou. Antero disse acreditar que não se trata de um procedimento de pessoa desavisada mas, sim, de uma tática para jogar a população contra o Judiciário e o Legislativo.
Barros aponta como evidências o fato de Lula propagar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o aumento de servidores públicos e de culpar o Congresso pela não aprovação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). "Na verdade, é jogo de cena, Lula mente porque ele mesmo não quer nenhuma dessas medidas", atacou.


