O PSDB quer que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investigue se o presidente do Serviços de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamotto, cometeu crime de lavagem de dinheiro, ao depositar R$ 29,4 mil para o pagamento de um empréstimo feito pelo PT ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre dezembro de 2003 e março de 2004. Foi mais uma resposta do PSDB à ação do Coaf, órgão ligado ao Ministério da Fazenda, contra o caseiro Francenildo Costa, por suspeita de lavagem de dinheiro.

"Okamotto depositou para o presidente Lula mais do que os R$ 25 mil recebidos pelo caseiro", disse o senador, ao destacar o valor do dinheiro que Francenildo recebera de seu pai biológico, que confirmou a operação bancária em entrevistas. "O Coaf, que se abriu para fazer a investigação sobre o dinheiro transferido para o caseiro não vai agora se fechar para fazer essa outra análise", completou o líder.

O pedido de Arthur Virgílio para o Coaf investigar a origem do dinheiro que Okamotto transferiu para o PT foi apresentado à Mesa do Senado. Segundo o requerimento, Okamotto teria pago R$ 29,4 mil em quatro parcelas depositadas em quatro agências do Banco do Brasil em São Paulo. O líder tucano lembrou que Okamotto, que já foi tesoureiro de campanha eleitoral de Lula, disse ter pago a dívida que o presidente tinha com o PT, relativa a despesas em viagens internacionais, do seu próprio bolso. Mas a oposição não acredita nessa versão e até hoje não conseguiu na Justiça a quebra do sigilo bancário do presidente do Sebrae que, por sua vez, Okamotto está protegido por liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).

No caso do caseiro Francenildo Costa, o Coaf pediu investigação sobre a movimentação financeira de sua conta na Caixa Econômica Federal (CEF) entre outubro de 2005 e março de 2006 ,ressaltando que a mesma apontava "atipicidades", pois recebera depósitos acima do que normalmente eram feitos.