Dez horas após deflagrada pela Polícia Federal (PF), a Operação Farol da Colina contabilizou, no início da tarde de hoje em São Paulo, 24 prisões, entre elas a do doleiro Antônio Oliveira da Claramunt, o Toninho da Barcelona. “A operação está sendo um sucesso e para nós (Polícia Federal) não existe prazer maior do que a prisão do Toninho da Barcelona”, afirmou o porta voz da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, delegado Wagner Castilho.

Segundo o delegado, a polícia já localizou mais 27 pessoas envolvidas no esquema que movimentou irregularmente para fora do País, entre os anos de 1998 e 2002, cerca de US$ 24 bilhões através de contas bancárias não declaradas de doleiros e empresas off- shore.

A operação irregular que envolveu US$ 24 bilhões era feita através de uma empresa instalada em Nova York, numa conta fantasma chamada Beacon Hill Service Corporation. Segundo Castilho, a movimentação era feita em um sistema chamado de “dólar a cabo”, uma transação na qual empresários e comerciantes indicavam, via doleiros, contas no exterior para receber recursos sem recolhimento de impostos ou declarações à receita federal.

A primeira pessoa presa em São Paulo pela operação Farol da Colina foi o doleiro Toninho da Barcelona. Ele foi preso na madrugada de hoje, quando circulava com um parente pela avenida Sumaré, zona Oeste da capital. “Era uma questão de honra para a Polícia Federal prender esse doleiro”, reiterou o delegado Wagner Castilho.

A operação Farol da Colina, numa alusão à conta Beacon Hill Service Corporation, envolve 800 policiais federais em cerca de oito Estados do País. Além de São Paulo, a operação está sendo realizada também no Rio de Janeiro, Amazonas, Paraná, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Pernambuco.

Apenas em São Paulo foram decretadas 54 prisões temporárias, expedidos 79 mandados de busca e apreensão. No País foram decretadas 123 prisões temporárias e 215 mandados de busca e apreensão. Os envolvidos estão sendo enquadrados nos seguintes crimes: evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta.