O embaixador da Alemanha, Uwe Kaestner, defendeu que a reconstrução do Iraque após a guerra deverá ser tarefa de responsabilidade da Organização das Nações Unidas, com ajuda de outras instituições internacionais, e também de Ongs. “A reedificação das cidades deverá ser iniciada imediatamente após o conflito”, afirmou. O embaixador disse que, ao contrário do Afeganistão, que está recebendo ajuda de seu país e dos Países Baixos para a reedificação de Cabul, o Iraque é um país rico, devido sobretudo ao petróleo e que os recursos da comercialização internacional – cessado o embargo que o país está submetido desde a Guerra do Golfo, em 1991 – irão facilitar essa reestruturação nacional.

De acordo com Uwe Kaestner, “o governo de Saddam Hussein, em seus primeiros anos, desperdiçou muita divisa com a compra de armas. Mesmo após o embargo houve tentativas por parte do governo iraquiano de comprar elementos para armas de destruição em massa e suprimentos bélicos”, lembrou o embaixador.

O embaixador manifestou ainda, durante a entrevista que concedeu à Radiobrás, o desejo de que no futuro haja um sistema eficiente que impeça a qualquer país do mundo a posse e a fabricação de armas de extermínio em massa. Ele afirmou que já há por parte de quase todas as nações que pertencem a ONU um empenho nesse sentido, e que essa instituição será essencial para que o objetivo seja alcançado.