ONU: epidemia de aids ainda não atingiu o seu limite

A epidemia de aids ainda não atingiu o seu limite e o HIV se propaga agora com rapidez devastadora nos países mais populosos do mundo, como China, Índia e Indonésia, segundo um estudo divulgado hoje (02) pelas Nações Unidas.

O informe da ONUAIDS sobre a doença adverte também que as relações sexuais sem proteção na Europa e América do Norte estão levando a taxas mais altas de contágio. O Leste Europeu sofreu o maior crescimento em novas infecções.

?Coletivamente, subestimamos muito o mal em que isso iria se transformar?, disse o doutor Peter Piot, chefe da ONUAIDS, a agência das Nações Unidas que coordena os esforços mundiais para combater a propagação da doença.

?A devastação sem precedentes ocasionada pela epidemia do HIV durante os últimos 20 anos se multiplicará por várias décadas, a menos que a luta contra esta doença seja fortalecida drasticamente?, disse Piot.

Segundo o organismo, as cifras são assustadoras: 68 milhões de pessoas morreram ou morrerão de aids nos 45 países mais afetados entre 2000 e 2020. Isto representa cinco vezes o número de falecimentos registrados nas décadas anteriores. Em 2001, aproximadamente 3 milhões de pessoas morreram de aids.

De acordo com o estudo, a maioria das pessoas infectadas vive nos países em desenvolvimento, onde menos de 4% têm acesso às drogas antiretovirais, que controlam a enfermidade. O organismo pediu uma maior participação dos governos e do setor privado para enfrentar a aids. (AP)

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