Foto: Portos Casela
Foto: Portos Casela

A cada ano, quase 400.000 jovens
de menos de 25 anos morrem e 
milhões são feridos ou tornam-se deficientes em acidentes.

Acidentes automobilísticos são a principal causa da morte, em todo o mundo, de crianças e jovens entre 10 e 24 anos, informa a Organização Mundial da Saúde (OMS), acrescentando que o maior número de vítimas concentra-se em países em desenvolvimento, com más condições de segurança nas estradas. Quase 400.000 jovens de menos de 25 anos morrem em acidentes de tráfego a cada ano, e milhões são feridos ou tornam-se deficientes, diz o relatório de 40 páginas da OMS.

"A falta de segurança nas estradas tornou-se um importante obstáculo à saúde e ao desenvolvimento", disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. "Nossas crianças e jovens adultos estão entre os mais vulneráveis. Colisões nas estradas não são ‘acidentes’. Temos de desafiar a noção de que são inevitáveis".

Mortes de infecção respiratória, HIV/Aids e diarréia ocorrem em número muito maior entre crianças de até 10 anos, mas a partir desse ponto, acidentes rodoviários dão um salto. Para crianças de 10 a 14 anos, o trânsito é a segunda maior causa de morte, atrás de pneumonia e outras infecções respiratórias. Dos 15 aos 19, no entanto, os acidentes são a primeira causa de óbito, causando mais de 90.000 adolescentes a cada ano. Na faixa de 20 a 24, o tráfego só fica atrás da aids.

Segundo o relatório, as maiores taxas de morte por acidente automobilístico ocorrem na África e no Oriente Médio. Jovens do sexo masculino correm mais risco que os do sexo feminino, diz a OMS. A organização afirma, ainda, que a maioria dos desastres de automóvel é previsível e evitável, desde que medidas de segurança sejam tomadas. A maioria dos acidentes envolve crianças brincando na rua, pedestres inexperientes, motoristas novos e passageiros de transporte coletivo.