O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, chamou de "revoltantes" as declarações do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contra o governo e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No domingo, em Belo Horizonte (MG), Alckmin afirmou que nunca houve "tanta desfaçatez e banditismo em esferas tão altas da República". FHC, por sua vez, classificou o presidente Lula de "mentiroso, fanfarrão, vira-casaca e mão-suja".

Para Tarso Genro, os ataques dos tucanos "são perfeitamente compreensíveis, por causa da condição de Alckmin, cuja situação é desesperadora", referindo-se à situação de desvantagem do ex-governador paulista nas pesquisas de intenção de votos. "É revoltante ouvir declarações de baixo calão como as apresentadas no fim de semana. Elas serão julgadas pela população. São feitas por pessoas que não querem discutir projetos e idéias", declarou o ministro.

Tarso também disse que os representantes do governo continuarão a comparar a atual administração com a de Fernando Henrique Cardoso, "para que a população veja a diferença." Em relação ao anúncio de Alckmin de que, se eleito, determinará a realização de uma devassa no governo Lula, Genro afirmou: "Confesso que vejo isso com muita satisfação. O governo não tem nada a esconder.