A possibilidade de elaborar uma nova legislação sobre direitos humanos será estudada pela reunião do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesta segunda-feira (21). A informação é do presidente da Comissão de Direitos Humanos e conselheiro federal da OAB, Edísio Simões Souto. A comissão, que se reúne hoje à tarde para discutir o agravamento das disputas agrárias no Pará e o assassinato da missionária Dorothy Stang, vai encaminhar ao conselho proposta de punições mais severas para os crimes que violem aqueles direitos.

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"Tem de haver uma nova legislação. Só assim estes crimes podem ser evitados", afirma. Ele acredita que também é preciso criar novas normas para resolver conflitos agrários e fundiários.
De acordo com Souto, a reunião deste domingo teve sua pauta modificada em homenagem à missionária. Ele conta que o relator da comissão, Roberto Freitas, analisou as mortes no Pará por uma semana e chegou a conclusões preocupantes. "O Estado brasileiro é o grande violador dos direitos humanos. Além disso, também não protege estes direitos", diz Souto. Segundo ele, é preciso descobrir se o que o governo faz é o suficiente para proteger pessoas ameaçadas.

O conselheiro acredita que a ação do governo federal no Pará foi rápida, o que evitou novos crimes, mas deve ser permanente. "Estas ações têm que ser contínuas. A ida do Exército para a região é positiva. Mas ele não pode passar um mês lá e ir embora. O mesmo acontece com o Ibama e o Incra. Eles precisam ter uma ação efetiva na região", analisa.

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