OAB analisa caso de advogados de Beira Mar presos por tentar suborno

A seção fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promove amanhã uma reunião extraordinária de seu tribunal de ética para decidir que medida tomar contra os advogados do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Lydio da Hora Santos e Wellington Correia da Costa Júnior. Ontem, os dois foram presos em flagrante numa tentativa de suborno a agentes da Polícia Federal. A sessão deve ocorrer na semana que vem porque, segundo explicou o presidente da OAB-RJ, Octávio Gomes, é preciso dar um prazo aos dois para se defenderem. Segundo Gomes, eles devem ter uma suspensão preventiva até que seu processo seja julgado. "O que eles fizeram foi altamente prejudicial à imagem dos advogados", disse Gomes.

Na avaliação do presidente nacional da OAB, Roberto Busato, que estava no Rio de Janeiro hoje, a punição é necessária, apesar de os dois não terem sido presos no exercício da profissão. "Eles foram flagrados como marginais comuns", advertiu. "Mas qualquer processo contra eles tem que ser iniciativa da seção do Estado do Rio e a OAB nacional só interfere em caso de recurso."

Lydio da Hora e Wellington da Costa Júnior foram presos quando entregavam R$ 100 mil a um policial para liberar Marcos José Monteiro Carneiro, apontado como tesoureiro de Fernandinho Beira-Mar, que havia sido preso na manhã de ontem. A entrega do dinheiro aconteceu no restaurante La Fiorentina, um dos mais tradicionais da orla marítima, mas foi filmada por policiais a paisana que, imediatamente, prenderam os dois advogados.

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