por Clarice dos Santos,
editora colaboradora do blog Girls of War

Em 31 de Janeiro de 1999, a Konami lançava mais um game notável, bem na época em que Survival Horror estava na moda.

Uma pequena cidade, como outra qualquer, com as vizinhas fofoqueiras, as devotas religiosas orando na igreja, pessoas fazendo compras no supermercado, crianças brincando… talvez Silent Hill fosse assim antes de ser engolida por uma névoa densa e dominada pelas Trevas.

Há 10 anos, Harry levava sua filha Cheryl para passarem as férias em Silent Hill… até que tudo começa a dar errado: Harry bate o seu carro tentando desviar de uma garotinha que atravessava a estrada, Cheryl some e, para ajudar, a cidade está infestada de demônios.

O ambiente escuro e o barulho que o rádio que você pega logo no começo do jogo dão calafrios! Toda vez que o rádio “chia”, lá vem um demônio pra cima de você. O pior é quando escurece de repente: que medo que dá!! Logo no começo, Harry corre atrás de Cheryl por um beco estreito, que vai escurecendo aos poucos, e acaba num beco sem saída, encontrando um ser “crucificado” na cerca – já vimos isso no cinema, não? – e é atacado por pequenos demônios.

O choque é tão grande, que ele desmaia e acaba acordando em um Café, achando que foi somente um pesadelo e lá ele encontra Cybil Bennet, uma policial de uma cidade próxima a Silent Hill. Obviamente Harry pergunta por Cheryl e a policial o informa que ele é a única pessoa que ela encontrou na cidade e o entrega uma arma, afirmando que estão acontecendo coisas estranhas nessa cidade. Aí já dá pra ver o tamanho da encrenca.

Outra coisa um pouco “irritante” – porém divertida – sobre o game são os caminhos para encontrar a garota: no começo do jogo você pega um mapa, vai seguindo as pistas e descobre que ela está em tal lugar. Certo. Você vai seco pelo caminho que o mapa mostra e …. WTF?? Cadê a rua??? Você tem que dar uma volta gigantesca, ou ir dentro de algum prédio ou casa para chegar ao seu destino e encontrar Cheryl.

Pena que não posso dar muitos detalhes sobre Silent Hill. Para ser bem sincera, comecei a jogá-lo hoje e logo no comecinho já dá um pouco de medo. A única coisa ruim do game é a jogabilidade: para fazermos o Harry andar, é o mesmo esquema de Resident evil, aperta para frente e você vai controlando pra que lado ele vai. Se apertar só pra direita, ele fica parado num ponto e fica girando. Argh!

Apesar do probleminha de locomoção do personagem, Silent Hill é um ótimo jogo que vem tirando o sono de alguns gamers há 10 anos, assim como suas sequências.

Parabéns, Silent Hill!!