Mesmo com a diminuição do ritmo de propagação da aids no mundo, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou anteontem que 38,6 milhões de pessoas estão afetadas pela doença que continua a se disseminar em populações da Ásia Central, África subsaariana e países do leste europeu. No ano passado, mais quatro milhões de pessoas entraram na infausta estatística dos infectados pelo vírus HIV.

O informe anual da ONU diz ainda que 2,8 milhões de aidéticos morreram no ano passado, embora a epidemia evolua em ritmo mais lento que o registrado ao longo da década dos 90s.

Nos países africanos localizados abaixo do deserto do Saara, a região do planeta mais afetada pela enfermidade, está a maior parte dos seres humanos soropositivos, ou seja, um total de 24,5 milhões de pessoas, exatos dois terços do total mundial atingido pela epidemia.

A explicação da ONU para a rápida expansão da aids nos países da antiga União Soviética reside na precariedade dos esforços dos governos e da própria sociedade na prevenção da doença que em menos de dez anos alcançou cerca de 1,5 milhão de habitantes, dos quais 53 mil sucumbiram no ano passado.

O Brasil, felizmente, continua entre os países mais avançados em termos de política séria de combate à aids, tanto em campanhas de prevenção como no tratamento dos doentes, sobretudo dos carentes, aos quais é garantido o acesso gratuito aos medicamentos retrovirais específicos, o benfazejo coquetel antiaids. Contudo, esta luta ainda requer muito descortino, compreensão e, acima de tudo, solidariedade com os sofredores.