Nos países onde o aborto é legalizado, caiu o número de mortes maternas e também o de interrupções de gravidez, defende a coordenadora da organização não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir, Maria José Rosado.

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Ela participou ontem, no estúdio da TV Cultura, em São Paulo, do programa Diálogo Brasil, exibido em rede pública de televisão. Ela acrescentou que a legalização do aborto "expressa a maturidade política de um país".

O programa discutiu o anteprojeto de lei que permite a interrupção da gravidez até a 12ª semana de gestação e que está sendo analisado por uma comissão integrada por representantes da sociedade civil, do Poder Executivo e do Congresso Nacional.

No estúdio da TV Nacional, em Brasília, a professora Lia Zanotta, da UnB (Universidade de Brasília), integrante da Rede Feminista de Saúde, afirmou que "a realização do aborto nesse prazo não traz risco para a saúde da mulher". Na avaliação dela, "continuar com uma política que não legalize o aborto será uma agressão ao direito das mulheres".

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Já a deputada federal Angela Guadagnin (PT-SP), que também participou do programa em Brasília, defendeu que "com 12 semanas essa criança já está totalmente formada" e manifestou-se contra a legalização do aborto, assim como o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto Dias Duarte.

"Aos três meses, já se tem a formação de órgãos internos e do ponto de vista médico, já há uma criança com a forma humana conhecida", afirmou o bispo, que também é médico, no estúdio da TVE Brasil, no Rio de Janeiro.

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O Diálogo Brasil é mediado pelo jornalista Florestan Fernandes Jr. e os telespectadores participando enviando perguntas, dúvidas e comentários por telefone, fax ou e-mail. O programa também é transmitido ao vivo pelo canal de TV a cabo do Poder Executivo (NBr), para 822 pontos no país, e veiculado para o Japão, por meio da TV Brasil Internacional.