Brasília – No ano passado, 500 mil estudantes fizeram cursos a distância no Brasil. O número é cerca de 60% maior que o de 2004, quando quase 310 mil estudantes participaram de cursos desse tipo. Os dados constam do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância de 2006, elaborado pela Associação Brasileira de Educação a Distância, com apoio do Ministério da Educação (MEC).

Todas as instituições que têm essa modalidade de ensino no país participaram da pesquisa, que levantou dados como formato dos cursos, método e desenvolvimento das atividades.

O estudo mostra que o crescimento desse tipo de curso não indica que mais pessoas estão estudando pela internet. No Brasil, grande parte da educação a distância ainda é oferecida por meios impressos, principalmente apostilas.

Para o secretário de Educação a Distância do MEC, Ronaldo Mota, essa modalidade de ensino nada deixa nada a desejar em comparação com os cursos tradicionais. "Os profissionais formados pela educação a distância que estão atuando profissionalmente demonstram que não ficam devendo nada àqueles formados pela educação tradicional", disse Mota.

Segundo ele, esses profissionais demonstram, muitas vezes, capacidade maior, porque são pessoas que desenvolveram sua autodisciplina e aprenderam a aprender. "Portanto estão mais aptos, em média, em geral, para enfrentar novos desafios", afirmou o secretário.

Ele ressaltou que cursos a distância são importantes porque atingem regiões que antes não tinham acesso à educação e pessoas excluídas do mercado de trabalho, como idosos e donas de casa.