Brasília – Um novo sistema de controle de vôos, que poderá ser adotado por todos os países do mundo a partir de 2017, dispensará o uso de controladores no monitoramento do tráfego aéreo. A comunicação será feita entre o avião e um satélite, que por sua vez enviaria os dados para um centro de controle na Terra. Esse centro ficará responsável pela retransmissão dos dados relativos ao tráfego aéreo captados por satélite para os aviões.

Segundo o presidente da Comissão de Viação e Transporte da Câmara, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), o novo modelo foi apresentado nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), brigadeiro José Carlos Pereira, durante reunião fechada com integrantes da comissão.

?Tudo que aí está é absolutamente dispensável, imprestável, porque o controle será feito por uma constelação de satélites?, informou Padilha, em entrevista após o encontro. De acordo com o parlamentar, o brigadeiro explicou que a decisão sobre o novo modelo partiu de organismos internacionais.

Os Estados Unidos, a Rússia e a União Européia, segundo relato do deputado, já anunciaram que vão adotar o novo sistema. Os países que optarem por não aderir ao modelo poderão desenvolver um sistema próprio, disse.

Segundo o deputado, os parlamentares ponderaram se vale à pena discutir um novo sistema de controle de tráfego aéreo  para o país, já que deve começar a funcionar daqui a dez anos o sistema apresentado pelo presidente da Infraero. "Trocar todo o sistema que o país tem hoje por equipamentos de última geração seria o caso para tão pouco tempo? Essa é a interrogação?, questionou Padilha.

O parlamentar defendeu que, como o futuro sistema dispensa tanto os controladores de vôo como os equipamentos usados atualmente, "teria que ser analisada a conveniência de haver uma troca, uma modernização por equipamentos de última geração?.