Há uma semana no cargo, o ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, comprometeu-se, nesta segunda-feira, em evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), a dar continuidade nos trabalhos da "Agenda Portos", que busca tirar os gargalos dos portos brasileiros.

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Almeida disse que estão em questão itens relativamente simples. Citou como exemplo a retirada da comunidade do Arará de perto das linhas ferroviárias da MRS Logística em local próximo ao Porto do Rio.

Atualmente, disse, os trens são obrigados a trafegar a cinco quilômetros por hora no local. O Ministério deve dar condições de infra-estrutura, saneamento e habitação para tirar os habitantes do Arará de junto da linha ferroviária.

Outros pontos da agenda citados pelo ministro foram: fazer estacionamentos para caminhões onde houver necessidade disso, promover a dragagem e melhorar os acessos não só ferroviários como também rodoviários aos portos.

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Almeida propôs-se também a trabalhar como catalisador de diversos órgãos públicos para que esta revitalização se concretize. Com a experiência de quem lida com o assunto há dez anos, por ter sido da Companhia Docas, do Ministério da Agricultura e do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Almeida acredita que o que está faltando no processo é um catalisador.

Ele lembrou que até o Banco Central está envolvido na questão, por conta de um prédio de um banco em liquidação (o Santos) estar localizado na área portuária. "Estamos vendo como BNDES se interessa fazer ali um centro cultural", afirmou.

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Almeida citou que já foram liberados recursos para um estudo sobre a duplicação do canal de entrada do Porto do Rio, para facilitar a navegação em mão dupla das embarcações.