Rio de Janeiro – O novo salário mínimo, que a partir deste mês passou para R$ 380, vai injetar na economia R$ 16 bilhões, proporcionando aumento do poder de compra dos trabalhadores e melhora na dinâmica do panorama econômico nacional. A avaliação é do economista e diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Granz Lúcio.

?Esses recursos adicionais serão utilizados diretamente para o consumo dos chamados "bens-salários", que são produtos e serviços produzidos na sua grande maioria pelo próprio mercado interno, ou seja, empresas e indústrias que prestam serviços aqui no Brasil. Esse movimento ativa a economia e fortalece principalmente as pequenas empresas do país", explicou hoje (6), em entrevista à Radio Nacional do Rio de Janeiro.

De acordo com o diretor do Dieese, há cerca de 40 milhões de brasileiros, entre empregados com e sem carteira assinada, autônomos e pensionistas, cuja renda está diretamente relacionada ao valor do salário mínimo. Segundo ele, nas regiões mais pobres do país, como a Região Nordeste, onde cerca de 50% da população têm renda associada ao salário mínimo, o impacto é ainda mais perceptível. ?Melhorando o salário mínimo, essas pessoas têm maior capacidade de consumo?, disse.