A dianteira de Lula à frente das pesquisas é o destaque na manhã deste domingo no site do jornal The New York Times. Na reportagem, assinada pelo correspondente Larry Rother, o destaque é o novo escândalo que respingou sobre o presidente e candidato à reeleição pelo PT, pano de fundo para a eleição em que "os brasileiros irão decidir se ele é ou não digno de um segundo mandato", segundo o artigo.

A matéria também indica o favoritismo de Lula em vencer as eleições já no primeiro turno, mas destaca as incertezas causadas pelo recente escândalo dos dossiês e que envolveu colaboradores próximos do presidente e membros de sua campanha.

A reportagem segue descrevendo os principais adversários de Lula o candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, e os antigos aliados de Lula, Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT), e ainda destaca fala de Alckmin dada durante entrevista coletiva de imprensa para correspondentes internacionais. "O segundo turno seria inevitável por conta da rejeição do eleitorado com o novo escândalo e com a corrosão da credibilidade do presidente", teria dito Alckmin.

O candidato do PSDB teria chamado a atenção para a importância do segundo turno nas eleições presidenciais, e que seria "uma nova eleição", na qual pesaria muito o elevado índice de rejeição a Lula.

A reportagem destaca a frase de Alckmin: "No primeiro turno, eu voto no candidato que eu quero, enquanto no segundo, eu voto contra o candidato que eu não quero".

O texto termina relatando a seqüencia de escândalos, a fala de Lula em que se compara a Jesus Cristo, por ter sido "traído" por pessoas próximas e ainda fala da ausência de Lula ao debate realizado pela Rede Globo, e que não impediu seus adversários de dirigir perguntas contundentes ao presidente.

"Se as acusações contra o senhor forem provadas, o senhor renuncia? Os seus eleitores estão votando no senhor ou no seu vice-presidente?", foram as falas de Cristovam Buarque, destacada do debate, e reproduzidas ao final da reportagem.